*ALDEOTAS Singelo. Engraçado. Vale ver, ouvir, voltar no tempo.. *O poeta e ator cearense Gero Camilo ficou conhecido do grande público através de papéis realizados no cinema, em filmes como Cidade de Deus, Bicho de Sete Cabeças e Madame Satã. Mas Gero Camilo é um artista múltiplo, pois além de ator e músico, possui uma forte veia dramatúrgica, como provam os espetáculos teatrais assinados por ele: A Procissão, Aldeotas e Bastianas. Em cena, a trajetória de Levi e Elias, dois amigos de infância que se reencontram em fragmentos de memórias na pequena cidade de Coti das Fuças. Por sua força poética e memorialista, Aldeotas é um texto teatral que arranca o leitor contemporâneo do espaço e do tempo hostis da modernidade e o transporta à recordação daquelas experiências de vida mais sublimes que estão apenas adormecidas dentro de nós.
13:25 ::
...20.9.04
Dia desses A noite me embalou caí rasteira ... enroscou-me tuas pernas acolheram-me teus braços soturna, debrucei-me em teus ombros desejando lamber-lhe os lábios castigá-lo com meus afagos Anaiara Ventura
22:55 ::
...19.9.04
*Macacos me mordam! Pintar, vestir, virar uma aguardente para a próximafunção... E vesti a blusa - amarelo fralda - mais bonita, e fui pra festa asssim assim. Como véu, resquícios de uma trupe de um fucas da folias, e os sorrisos mais bonitos que surgiram acompanhando as sensações. De palhaço em punho andei pela cidade como se fosse a primeira vez. Querendo casar, pedir a mão, aprendi que no fim sempre resta apagar as pistas de que um dia ali já foi feliz. Como se aprende quando se busca uma saída. *PRIMUS - dirigido por Verônica Fabrini, o espetáculo é o primeiro da trilogia da Boa Companhia sobre contos do escritor tcheco Franz Kafka. Livre adaptação do conto Comunicado a uma academia, Primus conta a história de um macaco, capturado na costa da África e trazido de navio para o ocidente, para ser confinado em um zoológico. Desesperado, o animal aprende a imitar os humanos, na fala e nos gestos, e vira atração principal de um show de variedades. Com o nome de Pedro, o Vermelho (por causa de uma grande cicatriz de bala no rosto), o macaco vai a uma academia de cientistas e relata sua história, com críticas à indústria do entretenimento e à subserviência cultural dos países do terceiro mundo. Palhaço, saudade. :´o(
13:57 ::
*FELIZ, VIOLENTAMENTE FELIZ Não sei falar sobre isso. Sobre o que vi, sobre o encantamento, sobre estar nesse momento outra vez. Saudade com alegria com agonia com pressentimentos de que algo bom vai acontecer. E o sabiá canta alucinadamente. *Argentina. Cinco homens e uma mulher convivem sob uma mesma lupa: um marco violento, hostil e musical. As feridas correm como insultos molhados. A dor como espetáculo e fascinação. Todos revisam os mesmos conceitos: felicidade, tristeza, amor, traição, alegria, beleza, loucura. Há um casamento e continua a festa da música. Um deles, no dia mais triste de sua vida, quer mostrar aos outros que não existe coração; o outro, o amigo, quer salvar a humanidade inteira com suas profecias. Terá sido um sonho? Enquanto eles dançam, cantam e se batem, segue a música ao vivo, que serve de escape para dizer que está tudo bem enquanto tudo cai aos pedaços. É uma reflexão poética sobre a vida, o homem, o teatro, o teatro como situação única, como festa. Sem mostrar um mundo único de sensações, a cena se vê transmutada em uma felicidade violenta ? violentamente feliz.
13:43 ::
...1.9.04
"Quem disse que as coisas acontecem por acaso? Acontecem é por azar da Sorte ou por falta de atenção da Preguiça que, ao contrário do que todo mundo pensa, vive ocupada. Lista das tarefas intermináveis da Preguiça: embaraçar cabelos, consertar controles remotos, silenciar despertadores, abraçar pessoas na rede, experimentar travesseiros, preparar teias, intercalar suspiros, desmanchar teias, pôr remela nos olhos dos outros, mastigar tampas de caneta, atrasar correspondências e por aí vai. A Sorte, não. A Sorte já nasceu com a vida ganha, é uma preguiçosa de carteirinha." Roger Mello
19:35 ::
"... e há sempre uma canção para contar aquela velha história de um desejo que todas as canções têm pra contar ..." (Tom Jobim)