Eu vou viajar..... e por tempo indeterminado esse lugarzinho ficará sem atualizações. Balançando tudo, esse ano foi muito ruinzinho, de modo geral. Mas teve também seus momentos de encantos, e foram fortes. Tanto que vou levar comigo pra sempre, guardadinho no fundo do coração. Alumiar a esperança, ver deus nos olhinho da gente, paz inquieta, amor plural e uma encantadora trupe de um fucas da folias. Estarmos juntos nesse circo de ingresso algum..., a vida nos atropelando com coisas boas, esperadas e inesperadas, é o que nos desejo para o próximo ano. "Todos juntos somos fortes ... não há nada pra temer, do meu lado há um amigo que preciso proteger", que a gente nunca se esqueça disso, nunca esqueça da nossa responsabilidade pelas pessoinhas que cativamos, nunca esqueça que sozinhos somos nada. Fica meu beijo de Feliz Ano Novo, Feliz 2004, vamos tentar ser feliz, gente! Um Natal bem fofinho e uma virada maravilhosa pra vocês! Estaremos juntos.
14:15 ::
É expressionante!!! essa minha imaginação. Deusos! Ela acorda antes de mim!
03:29 ::
...23.12.03
Afinal, por que tanta gente se desespera com a chegada do fim do ano? (copyleftado lá do Tatá Records) Eu tenho um palpite (que como todo bom palpite corre o grande risco de não ter fundamento algum): é porque desespero e esperança são sentimentos vizinhos. É fácil confundi-los. Principalmente porque a esperança é compulsória no fim-de-ano. A oferta de esperança sintética é enorme: uma roupa branca para o reveillon, um reluzente espumante e taças apropriadas, pedidos para deuses do mar, contagens regressivas pela televisão. - Alfredo, o que você está querendo dizer? - Sei lá. - Então é só porque o rito te incomoda... - Não me incomoda, me desnorteia.
- Olhe, preste atenção: vocês, humanos (e tu é o quê, misera?), precisam tanto de encontros, quanto de despedidas. E o fim do ano é a ocasião ideal para se exercitar nesses... ahn... ritos. Entende? - Quer dizer que é pra eu fazer que vou embora como se não fosse mais voltar? Mesmo sabendo que volto logo? - Exatamente, o famoso faz-que-vai-mas-não-vai. O lance é o rito, sacou? A idéia de renovação, de despedida (adeus-ano-velho, Omo Dupla Ação, é tudo a mesma coisa). Vá tentando que já, já, você consegue. Feliz Ano-Novo.
Mas que isso tudo aperta o coração da gente, ah aperta...
22:26 ::
"Quem poderia nos alcançar?" Juro que pensei que nada nem ninguém, nunca. E que aquilo tudo era pra sempre. Pra sempre um lugar de sonhos, pra sempre os olhos brilhantes, pra sempre um sorriso feliz na cara, pra sempre a vida atropelando com momentos mágicos todos os dias, todas as horas, todos os momentos, pra sempre aquela sensação de bênção por estar vivo, nesse lugar e hora... É... muitas coisas nos alcançaram... acho que não restou muito além de sermos somente as fotografias. E penso muito se tínhamos mesmo aquele tempo pra perder... E mesmo com um outono e um inverno no meio, o vento insiste em trazer o perfume daqueles dias. Se hoje um demoniozinho surgisse na minha frente dizendo que eu teria que viver toda minha vida de novo, exatamente como foi, eu o abençoaria. Só por aqueles dias.
21:59 ::
...20.12.03
Quem mandou você brincar de amor comigo, amor? Gil e Jorge
03:09 ::
...19.12.03
Espaço reservado para a manhã surreal e as divagações de Tio Pedrinho
16:08 ::
"DEIXA EU BRINCAR DE SER FELIZ! DEIXA EU PINTAR O MEU NARIZ" Como sócia-fundadora do MALHD (lê-se malhedí, com e mudo e suave sotaque frrancê) - mulheres que amam los hermanos demais, só posso dizer QUE SHOW! Confesso que estava tri ansiosa, o Pinhão lotadaço, as pessoinhas tomando conta de todos os espacinhos do local e me empurrando pra cada vez mais longe do palco, um ar quente que sufocava... Mas finalmente os fofuchos apareceram. Pulei tanto que fiquei sem ar. Hoje as pernas mal seguram esse corpitcho, mas teria agüentado na buena mais umas duas horas de bis. (E O Velho e O Moço continua batendo forte! Identificação profunda na veia!)
16:05 ::
...18.12.03
"Me dê a mão, vamos sair pra ver o sol..." Zeca
16:33 ::
...17.12.03
AI QUE SAUDADE! (em cinerama. e em esplêndido technicolor!)
23:07 ::
Não pude perder de pôr aqui escritos de Jojô copyleftados lá de coisa nossa "muitas coisas. muitas. saudades. nostalgias. um tempo que foi. passou. e agora teima em querer voltar. como se fosse... reticências." O quê dizer, se são muitos descompassos no coraçãozinho da gente? Muitas coisas... Não, não dá. É melhor deixar quietinho assim pra não doer...
16:47 ::
Um dia cheio De cores, luzes, sombras, sons, horas, movimentos, gostos, hora de dormir e acordar, ter o sol na cara. Tudo. Igual. Quase tudo. A parte que falta a gente completa com coisas que lembra. Cheiros, fotografias, cenários, abraços, palavras, encontrões, risos e sorrisos...
16:21 ::
Oh no! Minha vida é um flash... (flashback, flashback)
Se você tem atuado em níveis normais de consciência... (o que seriam, exatamente, "níveis normais" de consciência? De qualquer forma, acho que fudeu! de novo) Consolidação de sentimentos e de situação de vida com quem você ama. (afe! mas dessa vez não tentamos resolver nada além de um amigos secreto, e ninguém vai jogar ninguém pela janela por isso) Seu sucesso (!) e popularidade (!) no trabalho será algo perturbador para seu romance e talvez haja uma discórdia entre vocês dois por estas questões. Cuidado com os sócios. Nem comento! E dessa vez Mimi não tem nada com isso! Não é o melhor dia para resolver pendências emocionais. Tudo bem, isso eu já desisti de resolver mesmo. Vou é fazer faxina daqui a pouco. (Pelo menos da outra vez a faxina foi se mijando de rir, num momento arriação casa feliz)
14:57 ::
...15.12.03
Acreditei na magia dos acontecimentos, daqueles momentos que tu te dá conta de que teve o dedinho de alguém ali pra fazer aquilo tudo tão encantadoramente perfeito... Tantas coisas boas no Natal passado que cheguei a pensar que Papai Noel existia. E pensei que se continuasse acreditando com força, ele traria de novo magias que fizessem esse ano ruim ter valido a pena, apesar des. Mas que nada, esse velho filho da puta mandou um pacotão de tédio e vazio, com tope vermelho e tudo.
21:35 ::
Me diz agora como hei de partir... Esse ar anos 70, o chão de parquê, pé direito alto o suficiente pra não deixar sensação de sufoco, sol de dia e lua de noite entrando sem pedir licença, nas paredes do banheiro e da cozinha azulejos brancos 9x9. "Um ar mais antigo", como diz minha mãe. E eu gosto de ares antigos. Não antigos escuros. Antigos multicoloridos, lúdicos. Tempo desses alguém passou por aqui e comentou que estar aqui o lembrou de 30 anos atrás, a casa de alguém de teatros. ..Esse lugar tem uma alegria impregnada pelos cantos. Que às vezes vêm à tona. Outras, se esconde bem... Pelas janelas vejo árvores, rua, pessoas, vidas, céu, muito céu... E na primavera tem sempre um tapete de flores me recebendo. Gosto daqui. Tanto. E me descobri totalmente apegada a essa alegria vezes reservada vezes escancarada.
03:31 ::
...13.12.03
Mais uma da série homem-bosta. Por Caio, claro. "Limpa, ordenada, trabalhadeira, aquela mulher, todo dia. E morta de cansaço e amor sem esperanças por aquele homem que não a via nem veria jamais como realmente era, nem a tocaria nunca. Admirava-a para não precisar tocá-la. Conferia-lhe uma superioridade que ela não possuía para não ter que beijá-la." (Caio F. - Estranhos Estrangeiros - Ao simulacro da imagerie)
19:49 ::
Qualquer coisa que viesse, assim, de qualquer jeito, e me tirasse esses dias insuportavelmente previsíveis. Qualquer coisa além de descobertas musicais by kazaa. Qualquer coisa de qualquers coisas tantas que existem...
02:13 ::
...11.12.03
Quem diria... Somos somente a fotografia Dois navegantes perdidos do cais Distantes demais. Somos instantes palavras poesia. Dois delirantes ficando reais Distantes demais. ... Quem poderia nos alcançar. Eu e você, sem perceber, fomos ficando iguais. Longe, distantes demais. (Distantes Demais - (Dudu Falcão)/ Lenine - na veia!)
01:11 ::
...10.12.03
(trilha sonora de dia de ver o dia nascer de janela pra ver uma vista mui bela da Bela Vista, de sentir na pele todos os raios que o sol da manhã teve pra me banhar, de sentir o cheiro do sol no dia enquanto imagem querida desfilava nas minhas lembranças e se refletia na tela e o ar trazia levemente um perfume misturado com o cheiro do sol. até os cômodos (re)ficaram multicoloridos.)
Vieste na hora exata Com ares de festa e luas de prata Vieste com encantos Vieste com beijos silvestres colhidos pra mim ... Vieste com a cara e a coragem Com malas, viagens, Pra dentro de mim Meu amor... Vieste a hora e a tempo Soltando meus barcos e velas ao vento Vieste me dando o alento Me olhando por dentro Velando por mim Vieste de olhos fechados Num dia marcado Sagrado pra mim... (Vieste - Lenine)
23:51 ::
...9.12.03
Da série - "Já tô com tua memória aqui" - "Então tu podes me devolvê-la moço?"
19:12 ::
...8.12.03
The Lecuona Cuban Boys A versão de Rumba Azul é imperdível!
13:51 ::
...7.12.03
Oui, esse alesador de blogs sumiu com meus arquivos. Alguém aí sabe como posso recuperá-los? Merci!
23:29 ::
A saudade engole a gente, menina. Sim, só podia ser o Chico a dizer isso. E estou assim. Engolida. Pelo mês, pela luminosidade da casa, pelo nosso retrato onde estamos felizes de caras inchadas de quem acabou de acordar, por ainda ter o seu perfume pela casa, por ainda tê-lo na sala, e por saber que tem que acontecer, tem que ser assim.
00:11 ::
Deus é bofe - da instalação Deus é boca. E com essa frase dou por encerradas as funções Bienal desse ano.
00:06 ::
...5.12.03
O último pôr-do-sol Lenine/ Lula Queiroga, com leves adaptações No dia em que ocê foi embora eu fiquei sentindo saudades do que não foi lembrando até do que eu não vivi, pensando em nós dois
No dia em que ocê foi embora eu fiquei sozinha, olhando o sol morrer por entre as ruínas de Santa Cruz, lembrando nós dois
Os edifícios abandonados as estradas sem ninguém óleo queimado, as vigas na areia a lua nascendo por entre os fios dos teus cabelos Por entre os dedos da minha mão passaram certezas e dúvidas pois no dia em que ocê foi embora eu fiquei sozinha no mundo sem ter ninguém a última mulher no dia em que o sol morreu
17:00 ::
...eu não quero isso sejá lá o que isso for eu não quero aquele eu não quero aquilo ... não quero medir a altura do tombo ... se bem me lembro o melhor futuro este hoje escuro o maior desejo da boca é o beijo eu não quero ter o tejo me escorrendo das mãos quero a guanabara quero o rio nilo quero tudo ter estrela flor estilo tua língua em meu mamilo água e sal nada tenho vez em quando tudo tudo quero mais ou menos quanto vida vida noves fora zero quero viver quero ouvir quero ver (se é assim quero sim acho que vim pra te ver) (Zeca)
14:54 ::
"Me dê uma cachaça..." - "Tu tem vale cachaça?" - "Não ... mas eu tenho um vale tudo" - "Ah!... Mas essa cachaça só pode beber se passar de boca a boca..."
Horas depois, ou minutos, não sei, todo mundo perdeu a noção de tempo... - Ô moço, posso vomitar no teu táxi?" O taxista, rindo: - "Pode..." Algum tempo depois... - "Alô?" - "Vem pra cá que eu tô morrendo..." - "Pra cá onde? Onde tu tá?" - "Tô em casa" - "Tá, tô indo" 2 minutos depois... - "Onde tu tá? Chega logo que eu vou morrer!" - "Vai morrer por quê?" - "De trago!"
Aqui mais detalhes do despautério que foi essa festa. Ainda bem que as sagitarianas só fazem aniversário uma vez por ano. Meu fígado agradece! (E se alguém lembrar de alguma coisa, ou se vários alguéns juntando os flashes que lembra, tiver alguma vaga lembrança de como foi a partir de mais ou menos 4h da manhã, me conte...)
00:27 ::
"... e há sempre uma canção para contar aquela velha história de um desejo que todas as canções têm pra contar ..." (Tom Jobim)