Espaço reservado para as Coincidências ou O Sentido de Tudo.
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Ainda o sonho...
Tenho adiado esse assunto devido aos muitos pensamentos e passamentos que surgem a cada instante, mas são muitas Coincidências (ou O Sentido de Tudo), e me obriguei a escrever.
Pernambuco faz parte de meu imaginário derna que me conheço por gente. Um imaginário encantado, não sei explicar. Coincidentemente, oficializei o que eu queria ser quando crescer - e quanto a isso não tenho a menor dúvida, produzindo um show de uma banda pernambucana (ou a coincidência é o Cordel ser pernambucano?). No meu imaginário cabia todo o romantismo de Pernambuco, toda a lírica dos cordéis, dos violeiros, dos entardeceres no sertão, das alegrias multicoloridas dos festejos populares, aquele sutaque bunitinho, a alegria e a hospitalidade dos pernambucanos... Li muito Patativa do Assaré, Inácio da Catingueira, virei noites procurando Manoel Chudu, Ivanildo Vilanova, Chico Pedrosa, xilogravuras, outros cordéis no São Google, varei dias e dias olhando fotos virtuais daquele lugar tão encantado... E finalmente consegui ir para lá, em janeiro deste ano. Sobrevoando tudo aquilo pensei que Recife não tinha mais fim, tanta luz a alumiar meus óim. Luz que não acabava mais e se perdia no horizonte, que nem do céu dava pra ver onde terminava. Chorei. De alegria, de expectativa, de incredulidade, de sonho realizando. Cheguei quase de manhã, e tive que dormir pra sossegar o corpo das 15h de viagem alimentada com amendoim, nutris e Pepsi-Cola (Voe Gol pra tu ver!). Acordei no meio de uma chuva torrencial que alagou Boa Viagem e a primeira saída me levou direto pra Olinda.
Olinda, quero cantar a ti esta canção... Quando pisei lá, não acreditei. Meu coração batia com tanta força que quase parei pra comprar uma cordinha pra amarrar o bicho que queria sair pela boca. Outro mundo. Diferente da manguetown, que eu ainda não tinha conhecido. Mas dava pra ver que era diferente. As pessoas, os pensamentos, a forma de viver, as reações... Olinda tem uma alegria encantada. Um colorido diferente do multicolorido de Recife. Na entrada da cidade tem um monte de cataventos gigantes. E tem o poste onde Chico bateu. Algum infeliz sempre insistia em me mostrar, mas não olhei. Não consegui. Olinda tem maracatu em todos os buracos, tem corêto na praça, tem maracatu no corêto, tem o Alto da Sé (de onde se vê todo Recife) com suas tapioqueiras, tudo a precinho camaradamente turístico, tem a Praça da Preguiça, ou Praça do Carmo, que é onde tem o corêto e a Igreja do Carmo - que dizem que é mal-assombrada, e eu não duvido nada! - onde em época de carnaval rolam muitos shows (lá eu vi Alceu, Erasto Vasconcelos – irmão de Naná, o primeiro show da Songo...). E é também a maior concentração de bancas-tabacarias, onde vendem de tudo. São tabacarias ambulantes, de 0,50m x 1m e se compram coisas inimagináveis. Tem troça e blocos e prévias de carnaval. Quando a troça começa chegar perto, vai subindo um calor infernal pelas pernas. Aliás, o calor é algo terrível. Insuportavelmente terrível e inimaginável. Tem a Ladeira da Misericórdia. Ave-bala! A gente chega no meio pedindo misericórdia. Em Olinda só se anda subindo ou descendo. E muito devagar. Muita ladeira. Pra subir é matador, e pra descer tem que cuidar porque se tropeçar desce rolando. É uma cidade fedorenta. Se não fede esgôto, é xixi. Parece que jogaram litros de amoníaco nas ruas. Na Rua do Sol tem o Clube Atlântico, onde ouvi côco pela primeira vez naquela terra, e me encantei vendo as pessoas TODAS dançarem; onde vi a primeira roda de ciranda; onde decidi me rindo muito com um amigo daqui que não iríamos pagar mico tentando dançar frêvo; onde ouvi Chão e Chinelo, a banda (maravilhosa!) de Maciel Salu, filho de Mestre Salustiano; onde vi a Eddie (a compositora da música “Quando a maré encher”, gravada por cássia Eller) e tem a Cantina Z4, onde rola muito afoxé. É um galpão, e a energia lá dentro é inexplicável. As pessoas ficam em transe, é um tanto quanto encantador e amedrontador. Tem a Enquanto isso na Sala da Justiça..., festa do bloco homônimo, que é a mais esperada pelo povo. Esse ano foi na Biblioteca de Olinda. É uma loucura! Trabalhei na portaria e me diverti MUITO. Cada fantasia... Cada coisa que acontece... o povo fica doido pra entrar, faz qualquer negócio da China pra estar lá dentro. Dá até medo. O irmão da prefeita de Olinda quis meu couro porque não o deixei entrar sem pagar. Achei que ía pro buraco quando saísse de lá, mas felizmente ele desapareceu do meu caminho. Tem a Pitombeira dos Quatro Cantos, onde ouvi muitos frevo-canção, muitos frêvo de bloco, onde tomei muitas também, e onde já começaram as prévias de Carnaval (!) e segundo as previsões de quem anda por lá, será o grande point das prévias do Carnaval 2003 (em 2002 foi na Licoteria). Ah, e tem também a Casa de Noca, restaurante onde tem a melhor macaxeira de Pernambuco. Noca é uma figura lendária da cidade, pela macaxeira e pelo restaurante, que foi o único lugar onde ouvi Chico Science! (o povo por lá é muito rock’n’roll, e como bom brasileiro, não sabe dar muito valor ao que tem de bom). Olinda me dava paz. Mas meu encanto mesmo é Recife.
Pelas ruas que andei, procurei. Procurei, procurei te encontrar... Chegando em Recife, me dei de cara com a Manguetown de Chico Science. Mangue boys, mangue girls, mangue! Mangue! Mangue! Mangue! pra todos os lados, uma lonjura sem fim de um lugar a outro, um medo terrível de andar na rua sozinha, tirar retratos, prostituição e violência que nunca imaginei ver tão de perto, tiroteios e arrastões, a mesma fedentina do dia anterior (que depois vim a concluir com Lirinha que o cheiro só pode ser da putrefação dos mangues, que hoje estão semi-mortos por causa do “progresso”), um lugar em que a cultura popular acabou sendo a exploração de turista e a indignação quando percebem que tu é um turista acidental brasileiro não disposto a ser explorado (ou sem grana mesmo, como preferir, caro leitor). Terra de um povo que trocou as procissões de fé em Padim Ciço por cultos infindáveis em igrejas evangélicas, uma cidade onde os moleques de rua pedem 3 real de esmola (porque um real é ofensa!). Um povo que deixou de ouvir os violeiros para ouvir rock’n’roll em radiolas. Fiquei perdida. Cadê o meu Pernambuco? Será que o mar tinha engolido a minha Recife da Rua da Guia? Rios, pontes e overdrives Em algum lugar li: “Musi cidade. Não nego o poema do que vejo. Se não tenho palavras, em silêncio solfejo”, e segui solfejando um Pernambuco não imaginado, mas muito familiar das cantigas de Alceu e Chico. Aliás, quem quiser entender e saber como as coisas são por lá, ouça Chico Science. É aquilo, o tempo todo. Tudo. Só consegui entender Recife com ele cantarolando nos meus ouvidos. Em qualquer lugar que passava, vinha uma música dele pra me “localizar”. Muito doido! É um lugar em que se caminha sentindo o peso da história nas costas. Os fantasmas passam por baixo das portas, entram pelos buracos das fechaduras. E os palhaços andam atrás de ti cuidando se tu estás respeitando os sinais de trânsito. Xingam mesmo, chamam a atenção de verdade. É encabulador atravessar uma rua fora da faixa de segurança por lá... Entre tudo que fez parte do meu imaginário depois que comecei conhecer Recife, tem o Irmã Bertrice. Bar de Berta, que todo mundo deseja ansiosamente que reabra. Contam cada história... Tem também a Bomba do Hemetério, Peixinhos, o Alto José do Pinho, o Morro da Conceição, e todos os subúrbios que são os lugares de criação artística que não tive o prazer de conhecer ainda, além do sertão e dos subúrbios de Olinda, o Janga... Ficou pra próxima. Lugares que marcaram, como o Poço da Panela, em Casa Forte – ala nobre da cidade, com seus casarões assombrados, antigas residências de senhores. Lá fica o Guaiamum Treloso, bar onde rolam muitos shows também, às vezes eles fecham a rua e fica aquela multidão de milhares de pessoas, sufocante. Tem o Hospital da Restauração, que sempre me deu arrepios (passava por ele todo dia quando estava morando na Torre) até eu sonhar que estava nele, ferida. Um tempo depois soube que Chico morreu lá por falta de atendimento. Negligência médica. Omissão de socorro. Foi tratado como malungo indigente. REVOLTANTE!!!!!!! Isso dá vontade de chorar, como quando me contaram como foi o dia da morte dele, como as pessoas receberam a notícia, como foi o enterro, os muitos caranguejos que jogaram pra ele e a Nação Zumbi tocando maracatu em cima do túmulo, cervejas que surgiram e a grande festa triste que aconteceu. Tem o Capi Bar, é na beira do Capibaribe, que tem um trabalho ecológico massa, eles esticam uma rede de margem a margem do rio e a cada não sei quantos dias recolhem tudo que ficou preso nela. Quando fui, o que tinham recolhido dava pra mobiliar 34 casas. Sofás, geladeiras, fogões, tudo tudo tudo. Absurdo!)
A Lego Land, Boa Viagem, é um território de magnatas e turistas. Os edifícios têm mais de 10 andares, 3 da tarde não tem mais sol na praia, as avenidas são imensas e tudo é vendido a precinhos turisticamente camaradas. A única coisa que difere de São Paulo ou qualquer outra cidade grande, é a orla. O mar é agoniante! Aquele calor infernal te faz querer sair correndo para a praia, mas quando tu entra na água pra te refrescar, ela é tão morna quanto piscina de criança, dá vontade de sair correndo de novo. Agonia tanto quanto entrar no mar e não poder ir muito além de onde a água bate nos tornozelos por causa dos tubarões. Tem vendedor de cada coisa esquisita... O must lá é comer caldinho em copinho. Tem de feijão, sururu, camarão e tantos outros bichos esquisitos. Queijo assado no palito também é uma boa pedida pra quem não gosta de ostras, muitas ostras (bléargh!), e tem um negócio de tomar que não tive coragem de chegar perto. Agora não lembro como chama, mas é um troço que tem muitas colores, azulzão, vermelhão, amarelão, laranjão, e tem uma cara de ser doce de arder a garganta e mais morno que a água do mar. Os guarda-sóis e cadeiras são “alugados”, se tu é desavisado e usa esses utensílios que estão aparentemente disponíveis pra ti, lá vem um sujeito de uma banquinha querendo que tu compre os produtos dele. Se não, senta na areia! É muito diferente da BV que ouvi nas músicas de Toquinho e Alceu. Mas é inevitável andar por lá e não imaginar quem seria “la belle de jour” daquela imensidão de mar e areia e gente (é impossível fugir dos turistas em qualquer lugar de Recife e Olinda nessa época). Mas vivi muitos momentos felizes nessa Lego Land. Acho que pra turista sem carro é o melhor lugar pra ficar. Tem transporte pra todos os lados a qualquer hora, tem padarias funcionando 24h; mesmo com mar quente, a praia é pertinho...
O Centro, que pra mim é centro, na verdade são vários bairros. São José, Boa Vista, Santo Antônio... Na Conde da Boa Vista se toma leite maltado; tem a Guararapes, com seu comércio surreal; o Pátio de São Pedro, onde os garçons dão risada quando tu pede um prato sem coentro; o Mercado de São José; ver os nomes da ruas te faz sair cantarolando “...na Boa Vista quis te encontrar, Rua do Sol, da Boa Hora, Rua da Aurora vou caminhar. Rua da Ninfas, Matriz, Saudade, a Soledade de quem passou...” A Rua da Aurora. Multicolorida, com edifícios antigos, um lugar lindo! Fica na divisa entre o Recife e o Recife Antigo. É toda cheia de pontes. Imponentes. Gigantes. Não se acaba nunca de atravessá-las. Também são amedrontadoras e encantadoras. Junto com o medo de assalto tem a alegria de estar atravessando o Capibaribe... O Recife Antigo, lugar tão doido quanto assombrado quanto cinza quanto multicolorido quanto brilhante. Lá os fantasmas nem se preocupam em passar por baixo das portas. Eles simplesmente estão em todos os lugares. A presença de Chico é muito forte. Parece que a qualquer momento ele vai surgir fantasiado de Papa-Angu e tirar uma com tua cara. Se ouve cada história... Intrigas, paixões, fatos cotidianos, coisas que encantam. “Cadê Rogê?”, Chico sussurrava no meu ouvido. Olhava para o lado e lá estava o sujeito. E provavelmente do lado de qualquer cabra que cantarolasse essa cantiga. As ruas são lindas. Os lugares são lindos. Tem muitos prédios onde hoje ainda funcionam puteiros, ou casas de rapariga, como o povo chama. Tem a Torre Malakoff, antigo observatório onde hoje é um centro cultural. Todo sábado às 18h rolava a Sopa da Cidade (programa de Rogê) ao vivo, com shows. De graça (como todas as coisas que acontecem em época de carnaval)! O negócio era chegar meia horinha antes pra conseguir enxergar o palco. Na Rua da Moeda tem muitos muitos muitos bares, a rua (que é larga) fica tomada de mesas e cadeiras. Nessa rua fica o Novo Pina de Copacabana, antiga Soparia. Bar onde se encontram todos os mangue músicos. Fica na esquina de uma rua que não lembro o nome mas que também é uma loucura. De um lado tinha a caninha de Seu Rainha e de outro, o Royal. Boteco no sentido mais literal da palavra e freqüentado pela mesma galera do Novo Pina. Era um ponto de referência. Depois de muito procurar, encontrei a Rua da Guia. Viajei! Dizem que antigamente a maior concentração de puteiros e boêmios era nessa rua. Não sei se é vero, mas tem cara. Tem a Rua do Apolo, que também tem muitos bares onde rolam shows, mas os bares são fechados. Tudo tem um precinho módico.Tem muitas outras ruas tão encantadas quanto essas, mas não lembro do nome de todas...
O Carnaval... é tudo! São muitas coisas acontecendo o tempo todo. Tem as prévias (que começam MUITO antes do Carnaval chegar) que pra acompanhar, meu irmão, tinha que pegar o jornal do fim-de-semana e programar a semana inteira pra dar conta de ir em tudo. Tudo de graça! Êita povo feliz!!! E durante o carnaval mesmo, rola a “democratização do carnaval”. Pra isso são criados vários pólos de animação espalhados pelos bairros. No centro cada um tinha uma identidade, e a programação acontecia de acordo com sua temática. No Recife Antigo tinha o Pólo Recife Multicultural (que era no Marco Zero), o Pólo das Fantasias (na Praça do Arsenal da Marinha) e o Pólo Mangue (na Rua da Moeda, em frente ao Novo Pina, e é onde rola o Rec Beat, um dos melhores festivais que já vi!). Acontecem shows simultaneamente em todos os palcos, o lance é pegar a programação e escolher o que ver, porque não tem como ver tudo. Na época de carnaval, é comum estar andando e de repente se ver no meio de um bloco de maracatu, ou seguindo um bloco de frêvo, ou ser atacado por um Papa-Angu. Os bonecos gigantes também fazem parte, todos os blocos desfilam em Olinda e em Recife. Se vê muitos maracatus, caboclinhos, cavalos-marinhos, todas as manifestações culturais de Pernambuco. É muito colorido e brilhante. Contagiante. São milhões de pessoas andando pra todos os lados, mas todas na mesma energia. Se desencontrar de alguém tá fudido. Não encontra nunca mais. Tem o Galo da Madrugada, que, isso sim, é coisa pra doido! É o maior bloco do mundo, e é um tanto suicida entrar no meio dele... Tem o carnaval de Nazaré da Mata, onde rola o maior encontro de maracatu, Caboclos de Lança, mas falo sobre isso outra hora. Em Bezerros tem os Papa-Angus, mas também não vou falar sobre isso agora. Vou falar sobre a minha percepção do significado do carnaval praquela gente. Como se sabe, o nordeste é um tanto machista. É enlouquecedor ver gente da nossa idade agindo como agiam nossos bisavós. Mulheres tendo atitudes e posturas às vezes mais machistas do que os homens. É um povo que tem muitas aperreações, e quando chega o Carnaval, todo mundo faz tudo que gostaria de fazer sempre mas não pode por causa das convenções. É uma loucura! Mas o mais estranho é a quinta-feira seguinte, em que a cidade fica milagrosamente só com os fantasmas na rua, a música pára, as pessoas sei lá eu onde se escondem e todos os comportamentos voltam a ser como antes. Isso realmente é muito estranho. Não teve sussurro de Chico que me tenha feito entender... Mas chegou a hora de voltar. Chorei. Sou mangue girl, mulher caranguejo com muita saudade de casa. E sentada quase na beira do Guaíba, fico me guardando pra quando o carnaval chegar, louca pra encher a boca e cantar "Voltei, Recife! Foi a saudade que me trouxe pelo braço..."
00:11 ::
...29.11.02
Ê doidêra!
Desde ontem ouvi algumas vezes de minha mucama querida que estou doida. Nada a declarar, nem a discordar. Mas me vi obrigada a aprofundar o assunto depois de um sonho que tive hoje.
Pois bem, ontem, conforme falei no post sobre os convites insistentes de Zeca e toda sua tristeza por não irmos apreciá-lo, fui no Gê comemorar o aniversário de todas as moninaspestes que fazem a minha alegria. Teve um momento, gente!, que os pensamentos surtaram de vez. Foram tantas as coisas e vontades e passamentos que passaram pela minha cabeça em tão poucos segundos, que voltei à mesa e declarei pra Jojoinha que além de uma filmadora que grave tudo que meus olhos vêem, desejo ardentemente um aparelho que digite todos os meus pensamentos. Apesar de toda minha emoção por um momento de descoberta tão importante para minha vida, (afinal de contas, nem todo dia sei o que quero de verdade), aquele diabo do meu ódio simplesmente chegou pertinho e sussurrou no meu ouvido: “Eu acho que tu é louca!” (entendem porque “diabo do meu ódio”?). Enfim, hoje ela me fala de um teletransportador, que também é um dos meus maiores desejos, tão importante quanto a filmadora dentro dos meus olhos e o digitador de passamentos, que acabei sonhando que fui teletransportada até Recife. (mas aí já é papo pra um post especial). Ai, será que tô doidinha ou a doidêra é coletiva? Ou isso tudo tem a ver com esse vício bloguístico?
"A loucura, presente estonteante que o poeta recebe quando nasce. Que seria de mim se não soltasse o desejo que brota a todo instante? Tenho pena do homem tão distante que só usa a razão como gesto seu porque nunca na vida adormeceu entre os dedos azuis da mão celeste... Eu duvido que exista no nordeste um poeta mais doido do que eu." - Seu Lira
19:38 ::
...28.11.02
Zeca Baleiro
"Eu não vou cantar se você não vai escutar o que diz o coração deste compositor. Eu só queria que você fosse minha ouvinte...
Eu fiz esta canção pra você, mas pra quê? Você só gosta de MPB e eu sou puro rock'n'roll." - Fiz esta canção (Zeca Baleiro)
Zeca fez esta música hoje a tarde pra nós, eu e Mimi, pois ele nos telefonou ontem chamando a gente pra ir no show (hoje, no Teatro do Sesi, a 35 reais), mas Mimi falou pra ele que não ía porque é aniversário dela, e ela prefere ir pro Gê, que é aqui pertinho, pra comemorar com os amigos. E eu falei que ah, o teatro do Sesi é tão longe... É mais perto e mais fácil eu vê-lo em Recife, no Carnaval. E também é aniversário da Mimi... Ficamos até com dózinho, ele tava com uma voz meio tristinha na entrevista... Ai, acho que se ele quisesse nos ver ele é quem deveria ir no Gê, e não nós irmos até o Sesi. Não acham?
19:11 ::
Ainda a perseguição eletromusical...
Lembrei agora de uma vez que estávamos caminhando na Otávio Rocha, e há umas duas quadras uma música meio funk carioca nos perseguia. Andávamos e andávamos e aquela música sempre perto. Quando nos demos conta de que algo estava estranho, olhamos para o lado e tinha um cara com um micro-system gigante no ombro caminhando logo atrás de nós. Tudo explicado, restou muita risada e virar a esquina para nos livrarmos daquele horror.
00:44 ::
Perseguição eletro-musical
“E no meio de tanta gente eu encontrei você
No meio de tanta gente chata, sem nenhuma graça...”
Sei lá porque raios tenho ouvido essa música umas trêis vezes por dia, em qualquer rádio, em qualquer rua que eu ando. Parece perseguição! E quando não a ouço, ela fica grudada na minha cabeça. Êita! Se ainda fizesse algum sentido...
Quer dizer, até faz algum sentido, mas só essas primeiras frases. Ela até é bonitinha, mas já encheu meu saquinho!
00:38 ::
...27.11.02
Falando em encontros... Ontem foi dia de encontrar pessoas, ter notícias de outras, encontrar três vezes em lugares diferentes e sem combinar, pessoas que não encontro nunca. Pareceu em alguns momentos, que eu andava em círculos. Passado cor-de-rosa brilhante e presente multicolorido semi-desbotado se misturando nos pensamentos, nos passamentos, uma loucura. Mesmo com mil coisas acontecendo entre um encontro e outro, parecia que depois de voltas e voltas a gente se encontrava porque alguma coisa tinha que ser dita, alguma coisa tinha que acontecer. Não sei ainda o que era, mas sem dúvidas isso aconteceu por algum motivo muito especial. Foi muito bom! Sempre é bom rir com as pessoas que a gente ama...
01:55 ::
Tive um passamento de alegria e tristeza lembrando que o ENECOM acontecerá, e vai ser em João Pessoa. Conheci a Paraíba no primeiro ENECOM que fui, tudo começou lá, meio por acaso, meio de última hora. Foi tudo que eu precisava pra ser o que sou hoje. Aguardo ansiosamente, e com um aperto no coração. Muitas pessoas não estarão dessa vez, algumas nunca mais estarão, especialmente uma delas. Será que vai doer? Com certeza sim. Lá foi a primeira vez que me dei conta de que poderia nunca mais ver as pessoas que estava vendo, lá senti pela primeira vez uma tristeza profunda pelo fim de algo maravilhoso. Saindo da UFPB, imaginei as pessoas que ficariam lá, que estudavam lá, andando pela universidade depois do encontro e vendo aquilo tudo vazio. Será que elas lembrariam? Será que chorariam, sentiriam o coração pequenininho? Pensei na tristeza que elas sentiriam, na saudade, sem imaginar que três anos depois eu sentiria isso, mas estando no lugar dos que ficaram. Até hoje não consigo voltar na Unisinos sem ver aquela lona colorida, sem ver nós enlouquecidos atrás dos setores que trabalhariam com a gente pra que o XXIV ENECOM fosse perfeito. Sinto saudade da gente. Sinto saudade de ver a Unisinos em festa. E mais do que tudo isso, sinto orgulho por ter sobrevivido e poder dizer que fizemos o melhor Encontro Nacional dos Estudantes de Comunicação que as pessoas já ouviram falar, apesar de tudo, de todas as vezes que sentimos vontade de desistir, de todas as vezes que a vida quis que desistíssemos. E sou feliz por isso. Descobri que "somos fortes, somos". Descobri que posso e consigo qualquer coisa que eu queira. Aprendi a ser gente fazendo aquele encontro. Aprendi a viver coletivamente e para o coletivo, sem esquecer dos meus anseios e necessidades individuais. Foi muito especial. Recomendo a todos: vivam um ENECOM! Façam um ENECOM! Agradeço a todos que bem ou mal fizeram esses encontros todos acontecerem. E agradeço aos que fizeram o nossoenecom acontecer. Acreditando nele ou não.
“Iluminados aqueles que promovem os encontros. Iluminado o ponto onde combinamos de nos encontrar. O sol, a cachoeira, o vento. Tudo é pontual sem se telefonar. Abençoado o fogo que sobe pela árvore do corpo sem avisar.” – Elisa Lucinda
01:49 ::
Acordei no meio de um sonho em que estava conversando com alguém muito querido. Quando liguei o computador, recém tinha chegado e-mail dele. Também me emocionei, mon amour. Te desejo todas as coisas boas do mundo, você é muito especial. E faço minhas as tuas palavras “Muito obrigado por vir assim, nessa hora”. Au revoir! Vai com Deus, seja feliz. Também te amo. :´)
Não pude me furtar a parar tudo para ver o céu pela janela: o cinza chumbo monocromático das nuvens de chuva com um buraco multicolorido onde o sol refletia suas cores róseas e douradas em nuvens um pouco mais claras, deixando o fim do dia encantadoramente dourado. E não tomei banho de chuva! (pra quem não sabe, São Pedro tira muito com a minha cara)
Recebi um telefonema nunca imaginado, é o paraíso me chamando pra trabalhar...
A música "Venha Viver" da banda de um dos meus netos é a vencedora da etapa Cristal do V Festival de Música de Porto Alegre. Parabéns! :)
Recebi de Frango um e-mail falando tudo o que estava pensando sobre amizade. Lindo!
Talesmã, em visita surpresa feliz, desemperrou a janela. O sol e o dia voltaram a fazer parte de nós, trabalhadoras do Brasil viciadas em códigos htmlísticos. Brigada! (somos dois anjos mesmo...) ;)
Daniel saiu do hospital e está a caminho de volta pra casa. Bem vindo! MUITA saúde pra ti! És um anjo...
O ENECOM acontecerá outra vez em 2003. E onde? Na Paraíba, mon amour. João Pessoa!!! Fiquei sem palavras...
De noite, ouvi! Ouvi! Não acredito! Entrou no meu sangue e corre alucinadamente dentro do meu corpo, da minha mente, do meu cheiro, da minha imagem, e sai junto com o som das minhas palavras, incompreensivelmente diferentes, em outro tom.
Sou feliz, estou feliz. Boa noite...
“... são as pequenas coisas que valem mais. É tão bom estarmos juntos. É tão simples: um dia perfeito. Corre, corre, corre. Que vai chover. Olha a chuva! Não vou me deixar embrutecer. Eu acredito nos meus ideais. Podem até maltratar meu coração, que meu espírito ninguém vai conseguir quebrantar.” (Um dia perfeito – Legião)
Leve paz. Leve felicidade. Leve sensação de que tudo é como antes. Amor profundo.
22:26 ::
“Hoje não dá Não sei mais o que dizer E nem sei o que pensar. Hoje não dá A maldade humana agora não tem nome Hoje não dá (Pegue duas medidas de estupidez, junte trinta e quatro partes de mentira. Coloque tudo numa forma untada previamente com promessas não cumpridas. Adicione a seguir o ódio e a inveja às dez colheres cheias de burrice. Mexa tudo e misture bem. E não se esqueça: antes de levar ao forno, temperar com essência de espírito de porco, duas xícaras de indiferença e um tablete e meio de preguiça.) Hoje não dá Está um dia tão bonito lá fora E eu quero brincar Mas hoje não dá Vou consertar a minha asa quebrada E descansar (...) Quero voar pra bem longe mas hoje não dá (...)” (Os Anjos - Legião)
14:29 ::
Gente, o estradeira está no google! Fiquei chocada! A idéia de um monte de gente desconhecida ou até conhecida mesmo, mas com quem não rola intimidades, entrando aqui me agonia! Claro que eu sabia que isso seria inevitável, mas criei isso só pra estar mais perto das pessoas queridas que estão longe, fisicamente e geograficamente, pra podermos dividir nossas vidas, os pensamentos, os passamentos. Por nenhum motivo além desse. Claro que, olhando bem, aqui não tem nada demais, são só coisas de uma pessoa comum, com muitos pensamentos comuns aos muitos que por aqui passarão. Mas não gostei. Ai! Definitivamente não gosto de me amostrar.
14:20 ::
As mulheres-bomba (versão estradeira)
* escrito por Jojoinha e adaptado por Ladie *
Eu e o diabo do meu ódio tivemos uma experiência incrível outro dia. Depois de ir ao cinema (que fui só porque um dos filmes era sobre Recife mon amour), à Feira do Livro, tomar casquinha do MacSuckDonalds, descer em parada errada, andar quilômetros debaixo de um sol escaldante no quengo, não encontrar o endereço procurado e voltar pra casa, nessa ordem, paramos numa loja de conveniência pra comprar cigarros.
Na saída, Jojoinha vê um cartaz da Nestlé: "Atomic, o sorvete que explode na boca!"
Gente, o quê esse povo não inventa?, falei mais pra mim do que pra qualquer outro sujeito que estivesse por perto. Olhei pra Jojoinha, que ainda tinha cara de quem não estava crendo no que estava vendo, e "ááái, vamos experimentar?" "Ái, vamo?"... Tava feita a bagaceira. Voltamos no lugar, compramos dois.
Atomic é um picolé cilíndrico que tem essa embalagem: , que vamos combinar... desencoraja qualquer um. Menos nós, é claro!
Abrimos ali mesmo.
O trajeto, da loja até a casa de Jô, começando a degustar o picolé, foi um momento de muita tensão para ela, porque eu estava nas nuvens! Muita expectativa... Como seria a tal explosão? E o que esses caras querem dizer com “confeitos explosivos”? Então, você vai chupando, vai mordendo, arrancando pedaços, até chegar no meio, onde estão acondicionados os tais confeitos explosivos em forma de flocos pequeninos empapados com uma meleca amarela fosforescente.
Quando você encontra os danados, aí meu irmão, é êxtase total. Na veia! Na ansiedade-cagaço, Jô comeu rapidinho, e chegou no momento amarelo com uma expressão não menos amarela, bem no momento em que adentrávamos o corredor do prédio. Olhou pra mim, apavorada, e “ai, tá explodindo, tá explodindo!” e disse que o tal troço estava explodindo na sua garganta.
Entramos em casa e foi minha vez de chegar nos tais confeitos. Gente! Provem aquilo e abram a boca quando estiverem prestes a engolir aquela papa amarela. O barulho é insano! A sensação, indescritível! Com certeza vale o um real pago pelo bicho.
Só depois de acabado o picolé e de termos dado muita risada, resolvemos desvendar o mistério dos confeitos explosivos, que nada mais são que açúcar, lactose, glicose e o ingrediente que deve fazer qualquer comida ficar explosiva: dióxido de carbono. Constatação que fez sair de mim mais uma pérola (sou campeã nelas!): “A gente agora é mulher-bomba!”. hahahahahahaha..............Muitas risadas!
Gente, Atomic na veia! Eu creio que vocês vão adorar! :)
(Ai mucama, só tu mesmo pra me fazer rir numa hora dessa e depois dos episódicos que marcaram meu dia desde as 8 da noite até agora pouco. Blog copyleft é tudo! Amei!)
03:54 ::
...21.11.02
Um dia cheio. Começou tempestuoso, escuro, saudoso... uma inevitabilidade que devagarinho se transformou em DPM. Chuva (falando nisso, “olhei pro céu, meu amor...”, mas chuva de estrelas cadentes... cadê? Putz! Tinha tantos pedidos a fazer...), melancolia com bolo de chocolate. Projeto pronto. A melhor sensação, de dever cumprido. Alívio na alma e uma pontinha, lá longe, de alegria. Tem que dar certo! Também descobri London London! O aperto e a alegria no coração. A familiaridade com tudo aquilo. A saudade de tudo aquilo... Vai me entender... Aliás, os pensamentos se superaram na loucura e na contradição. A instabilidade foi admirável! E além de London London, descobri que meu mundo não é feito só daquelas coisas fofas que escrevi em outro post. Também tem ódio, rancor, amargura, uma pontinha de inveja pra apimentar às vezes, pensamentos insanos descabidos e desencontrados por causa de sentimentos sufocados no fundo da alma e que de vez em quando vêm à tona pra respirarem... Um mundo comum, de uma pessoa comum que cada dia se impressiona mais com a capacidade que os pensamentos têm de acabar com qualquer um. TPM na veia! E uma questão que há muito tempo me incomoda: deixo em paz ou infernizo até por pra fora toda essa merda que tive que engolir? Acho que vou parar de pensar e vou ler Benjamin. Do Chico. MeuChico. Mas outro dia falo sobre ele...
02:15 ::
Como alguns instantes vacilantes e só... só com você e comigo, pouco faltando, devendo chegar um momento novo, vento devastando como um sonho, sobre a destruição de tudo, que gente maluca gosta de sonhar...
Eu diria sonhar com você jaz nos espirituais sinais iniciais desta canção..."
Acordei e o dia era noite. Inevitável lembrar das manhãs tempestuosas em que simplesmente ligávamos a TV e assistíamos o fantástico mundo de Bobby. Inevitável lembrar do aconchego do inverno. Inevitável não gostar dessa manhã ligando o rádio e ouvindo Vinícius cantar que "há menos peixinhos a nadar no mar, do que os beijinhos que eu darei na sua boca..."
14:04 ::
Nossa, há poucos minutos pensei na maravilha de ouvir Toquinho e Vinícius. Começou tocar no rádio. Que maravilha! Isso é uma saudade de coisas já vividas que foram maravilhosas, aqueles momentos que a gente guarda no mais fundo da alma pra nunca perder... Viagens à praia, a estrada, Floripa, campings, nós entre matos, insetos (argh!) e barracas com seu bafo sufocante, a risada de alegria de tudo novo, a esperança que chega em cada Ano Novo, a presença das estrelas, do sol queimando a pele, da lua testemunhando nossas loucuras...
Saudade de nós daquela época, galera! Não, não gostaria de fazer o tempo voltar. Gostaria de viver isso tudo de novo. Hoje. A mesma energia renovada, a mesma crença em um futuro-colorido-cor-de-rosa-brilhante, a inocência (que deixamos onde foi mesmo?), a certeza de que por muito tempo nossa vida seria aquela e éramos felizes e leves por isso...
02:29 ::
Sossego... É só o que quero. Me ver livre até de mim, por alguns momentos. Ou melhor, estar comigo, com minha alma, com minhas loucuras, livre de pensamentos, livre da cotidianidade da tentativa do ganha pão e do "o que vou ser quando crescer?" (eu, crescer mais um pouquinho? Vixe!). Me sinto um caranguejo de andada, "só por sua causa, só por você. E quando estou contigo eu quero gostar, e quando estou um pouco mais junto eu quero lhe amar. E aí te deixar de lado como a flor que eu tinha na mão e a esqueci na calçada só por esquecer... Apenas porque você não sabe voltar pra mim..." O detalhe é que você nesse momento tem várias faces. Sim, ele, porque não? Ainda não passou. Sei disso, ele sabe, e todos nós sabemos. Très bien! Faz parte de mim... Mas também você é minha vida, meu trabalho, Pernambuco, sempre tão perto e tão longe..., o rumo que sei que tenho que tomar mas esqueci o que dizia na placa que indicava o caminho... Ai, muitas coisas. Família, saudade. Quero eles perto. Me sentirei com poder pra garantir a integridade física deles, e no momento só isso me faz tranqüila. Quero que meu mundo faça parte deles. Apesar das confusões todas, ele é colorido, vivo, pacífico, engraçado, risonho... E é isso que quero que sintam as pessoas que mais amo. Nossa, preciso vê-los com urgência! Preciso tirar esses passamentos de morte que me tomam de assalto. Preciso! Mas eles não saem, sempre me pegam de surpresa, me fazem um ser semi-neurotizado. Isso é una mierda! Mas é mais forte que eu, às vezes mais forte que as alegrias que tenho em mim. Ai, acho que tô trabalhando demais. Preciso dormir... Deve ser cansaço. Desde 9 da matina na frente do computador pira qualquer sujeito! (acho)...
02:20 ::
...17.11.02
Milton dando um aperto no coração. Foi nos bailes da vida que me perdi e me achei, achei pessoas e as perdi. Isso faz doer a alma nesse dia de mormaço e 31º. Traz saudade. De muitas coisas. De muita gente. Mas especialmente de gente que está longe, do outro lado do mundo, gente que não devo lembrar pra que não caiam lágrimas que possam molhar esse dia. Não, não chorarei. Vou olhar a vida passando pela janela e para o céu vou mandar os beijos que não lhe darei.
14:38 ::
...16.11.02
Moninos, prestem atenção! Acho que não precisa dizer mais nada...
20:51 ::
Como não amar um homem que olha pra tua cara e canta uma música que sabe-se lá porque marcou tua alma e que até então tu pensava que era a única pessoa que sentia isso? Como não amar um homem que encanta com um sorriso quando percebe que tu o olha cantando uma breguice love songs anos 80? Como não amar um homem com quem, ao abrir a porta para sair de um bar, tu dá de cara sentado num canteiro e abre o sorrisão mais iluminado do mundo ao te ver? Como não amar um cara que faz parte de um mundo que te fascina?
Meu Deus, acho que tô apaixonada... Nada demais se não fosse a grandecíssima necessidade de as pessoas se definirem gays ou não gays e excluírem qualquer possibilidade de deixar rolar a energia que aproxima os seres humanos, independente de corpo.
Breguices à parte, seria maravilhoso “o escuro do teu quarto, à meia-noite, à meia-luz, sonhando...”
18:45 ::
...15.11.02
"love me now and again... ...never say goodbye..." - "...eu prefiro o Mano Negra, mas eu amo o Manu Chao... Tu entende?" ... - "O que é isso?" - "Chocolate" - "Uau! ... hummm..." ... - "Tá vendo como são as coisas? Marido Vadinho a gente arruma, ...só que mora longe!" - "Putz!" Conversas de boteco com trilha sonora anos 80 ("Yes na veia!") que foi de New Order a Roxette (do fuuundo...) na noite maravilha na Lima e Silva. No Apolo, mais precisamente, e terminada em grande estilo no Venezianos. Don't gôu change...
15:41 ::
...14.11.02
Bah, dei uma espiadinha geral aqui e tem bastante Pernambuco! Que maravilha! Mas acho que não poderia ser diferente... :) Como dizia Chico, "o meu coração ancorou quando ouviu o primeiro tambor. Entreguei a Recife minha emoção, e a Pernambuco o meu amor..." E essa vai em "homenage": "Salve! Oh tééérra dos altos coqueeeiros! De belezas! Soberbo estandaaal! Nova Roma de bravos guerreiros! Pernambuco, imortal! Imortal!"
15:30 ::
Lili querendo o mundo...
- "... poposuda, eeeu, Júlio? Pááá... ...vulgaridade é uma coisa que não se encontra nesse corpo. Porque eu, quando bebo, viro uma margarida. Viro uma coisa simples e singela" - "Essa guria é uma Lili-nda!" (Papo entre Lia e Julinho na República ontem à noite) Me caguei de rir.
14:02 ::
Enfim, a pedidos...
Jojoinha, mucama cáustica, diabo do meu ódio, especialista em arroz, minha perdição em risadas, estrelinha incondicional na minha vida, MUITO BIGADA! Sem tu eu viveria sem links (já pensou que horror, uma mulher mudérrrna como eu, sem links???). E pra sempre... (nossa, drama mexicano, tragédia grega...) :)
E bigada por MUITO mais, mas isso aqui vai acabar virando novela do SBT ...
Te amo muito!
(e quer saber? Muda teus comments pro padrão Grafonola. Esse sempre funciona!)
13:16 ::
petite@melie a caminho da cidade maravilhosa... Êita maravilha!!! Só que foi só há pouquinho que nos demos conta de que passa por Sampa... :´( Engraçado é que segundos antes, ela me espirrou um monte de axe roubado do mano Gean (parabéns pelos aninhos :* !!!), e que tem um cheiro de um perfume que agora não lembro o nome mas usei muito em Sampa em 97, que era de nossa menina das bolitas azuis (roubado também! do tio Paulo :) ...). Esse cheiro é muito aquela época encantada, de descobertas, de um futuro pela frente, ah São Paulo... um futuro que nem de longe imaginávamos tão cruel. Mas esse é um papo pra outro momento! Apesar do projeto, a noite foi muito pernambucana, paulista... Rolou uma energia com nôtres amours e ... putz! a gente queria se ver... Monina amada, boa viagem :) ! Também tô enjoada.. E pra nós, que ficamos... Vamos ser feliz gente! Com esse axe todo que tô cheirando, de repente alguma monina acaba me dando uma piscadinha... ;)
09:02 ::
pérolas da noite ... o desejo do público de encurtar a distância nacional... ... espetáculos deste tipo... foi um bafão! E eu creio que eles adoraram!... ... a gente entrou no camarim do Cordel, na primeira vez que a gente trouxe eles pra cá, e vimos aqueles menino tudo comendo queijo enroladinho, se olhamos e putz! a gente esqueceu de comprar guardanapo pros moço!... ... alçássemos vôos maiores na nossa trajetória... (isso tudo pra dizer que "ousássemos apresentar o espetáculo inédito de Cordel...") ... ingressos com valor módico de 5 reais... ingressos com o valor simbólico de 5 reais ... o projeto grafonola oferecerá o QUÊ?...
Gente, isso tudo é resultado de uma noite virada fazendo um projeto... completamente abiscoitadas! Êita moças trabalhadeiras...
07:40 ::
ambiência eletromusical
Forma ducabelística campineira de definir um som ambiente eletrônico sem ter estereótipo eletrônico. Ótima!
06:04 ::
Recebi de monjoloba... Também nunca te esquecerei, mon amour...
22:36 ::
"Arrepare não, mas enquanto engomo a calça eu vou lhe cantar... É uma história bem curtinha, fácil de contar ...porque cantar parece com não morrer, é igual a não se esquecer que a vida é que tem razão..." - Ednardo
16:10 ::
Chefes na reunião de cúpula - Jornal do Commércio - Recife/PE - 21/05/2002 "A conferência dos chefes de estado da União Européia, Mercosul e Caribe, encerrada no fim de semana passado, em Madri, viveu dois momentos surpreendentes: o primeiro por causa da desatenção dos presidentes do México, Vicent Fox, e do Brasil, Fernando Henrique Cardoso. Mas surpresa mesmo tiveram os chefes de Estado europeus, que ouviram perplexos e calados um discurso irônico, cáustico e de exatidão histórica que lhes fez Guaicaípuro Cuatemoc, cacique de uma nação indígena da América Central. Eis o discurso: "Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a encontraram só há 500 anos. O irmão europeu da aduana me pediu um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financista europeu me pede o pagamento, com juros, de uma dívida contraída por um Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse. Outro irmão europeu me explica que toda divida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros sem pedir-lhes consentimento. Eu também posso reclamar pagamento e juros. Consta no Arquivo das Índias que somente entre os anos 1503 e 1660 chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de quilos de prata provenientes da América. Terá sido isso um saque? Não acredito porque seria pensar que os irmãos cristãos faltaram ao Sétimo Mandamento! Teria sido espoliação? Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão. Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirma que a arrancada do capitalismo e a atual civilização européia se devem à inundação de metais preciosos retirados das Américas! Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de outros empréstimo amigáveis da América destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas indenização por perdas e danos. Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva. Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano "MARSHALLTESUMA", para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores da álgebra, da poligamia, do banho diário e outras conquistas da civilização. Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, poderemos perguntar: Os irmãos europeus fizeram uso racional, responsável ou pelo menos produtivo desses fundos? Não. No aspecto estratégico, dilapidaram nas batalhas de Lepanto, em navios invencíveis, em terceiros reichs e outras formas de extermínio mútuo, sem um outro destino a não ser terminar ocupados pelas tropas estrangeiras da OTAN, como no Panamá, mas sem Canal. No aspecto financeiro foram incapazes, depois de uma moratória de 500 anos, tanto de amortizar o capital e seus juros, quanto independerem das rendas liquidas, as matérias primas e a energia barata que lhes exporta e prove todo o Terceiro Mundo. Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar, e nos obriga a reclamar-lhes, para o seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosa temos demorado todos estes séculos em cobrar. Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus, as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros que os irmãos europeus cobram aos povos do Terceiro Mundo. Nos limitaremos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro fixo de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos, com 200 anos de graça. Sobre esta base, e aplicando a fórmula européia de juros compostos, informamos aos descobridores que eles nos devem 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, ambas as cifras elevadas a potência de 300, isso quer dizer um número para cuja expressão total seriam precisos mais de 300 cifras, e, que supera amplamente o peso total o planeta Terra. Muito peso em ouro e prata... quanto pesariam calculadas em sangue? Admitir que a Europa, em meio milênio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para pagar esses módicos juros seria como admitir seu absoluto fracasso financeiro e a demência irracionalidade dos conceitos capitalistas. Tais questões metafísicas, desde já, não nos inquietam, índios americanos. Porém exigimos a assinatura de uma carta de intenções que discipline aos povos devedores do Velho Continente e que os obrigue a cumprí-la, sob pena de uma privatização ou conversão da Europa, de forma que lhes permita entregar suas terras, como primeira prestação da divida histórica... " Quando terminou seu discurso diante dos Chefes de Estado da Comunidade Européia, o Cacique Guaicaípuro Cuatemoc, nem sabia que estava expondo uma tese de Direito Internacional para determinar a Verdadeira Dívida Externa.
Agora só resta que algum Governo Latino Americano tenha a dignidade suficiente para impor seus direitos perante os Tribunais Internacionais. Os europeus ali reunidos devem ter percebido que nesse tempo de globalização e tecnologia, índio já não quer mais apito, quer que lhe paguem o devido, com juros..." Por Fernando Menezes (baseado em texto disponível no site : http://www.farolbrasil.com.br/arquivos/re_indio_surpreende.htm atribuído ao Jornal do Commércio - Recife/PE) Espero que isso dê em alguma coisa... (boa, claro!)
15:38 ::
...11.11.02
Ai, tô com muito sono. Muito mesmo. É tanto que vou deixar as vontades disso aqui pra amanhã, ou depois... Os caboclos-de-lança, e tantas outras coisas que só lembro de olhos abertos... Te agradecerei. E publicarei. ... amanhã...
22:46 ::
Enfim... toy felicce! Nem acredito que consegui fazer isso tudo em 2 dias!!!! Ma petite, gracias pela pilha! Mas ainda preciso de ajuda visse? :) Mucama multicolorida... muitas coisas...!!! nem tenho palavras... :' ) Espero que gostem... Besos pa vocês!
03:57 ::
Acho que tô começando entender...
de html, mas petites!
02:05 ::
Vou falar de sentimentalismos baratos... pensando bem, tudo é sentimentalismo barato. Tão barato que a maioria deles é descartável. Uma noite de (in)sono... e passa! Um sentimento um pouco mais forte... e passa! Idéias fervilhando na cabeça... e passa! Um dia cheio... e passa! Uma mistura tão grande de coisas sentidas que o sujeito até é capaz de ficar perdido. É tudo muito... contraditório. Sentimentos causados mas quando sinto, a causa já não bate. Acabo sendo cruel. Sem querer. É, nem sempre rola uma energia...
01:58 ::
"... e há sempre uma canção para contar aquela velha história de um desejo que todas as canções têm pra contar ..." (Tom Jobim)